Servas. O que é?

  • Você gostaria de visitar países estrangeiros e
    participar do dia a dia das pessoas?
  •  Você gostaria que pessoas de outros países
    participassem do seu dia a dia por um
    período?
  •  Você tentou superar seus preconceitos para se
    comunicar com outras pessoas?
  • Você acredita que é uma paz é possível?
    Se a sua resposta é “SIM”, então o SERVAS é para você

O que é o Servas?
O Servas é uma rede internacional de anfitriões e viajantes construindo a paz e a
compreensão através da oportunidade de um contato pessoal mais profundo, entre
pessoas de diferentes culturas e experiências de vida. Ao participar de visitas,
anfitriões e viajantes dividem suas vidas, interesses e preocupações sobre assuntos
sociais e internacionais, contribuindo para a construção da paz no mundo.
O Servas Internacional trabalha para construir o entendimento, a tolerância e a paz
mundial. É uma organização inter-racial-cultural, sem fins lucrativos e não
governamental, baseada no trabalho voluntário. É uma das ONGs (Organizações Não
Governamentais) com representação na ONU e tem status de consultor como tal, junto
ao seu Conselho Econômico e Social. Originou-se na Dinamarca em 1949 como um
movimento pela paz. Atualmente, o Servas tem dois representantes nas Nações
Unidas, sendo um em Nova Iorque e outro em Genebra. Há cerca de 15.000 “portas
abertas” espalhadas por diversos países.
O SERVAS BRASIL faz parte do SERVAS INTERNACIONAL, que congrega
anfitriões em todo o mundo. São pessoas dispostas a abrir suas portas aos
viajantes, e que se propõem a hospedá-los ou guiá-los, estabelecendo assim vínculos
de amizade, que a cada dia vão contribuindo para o estreitamento dos laços entre as
nações. Através do Servas, oferece-se a esses viajantes a chance de encontrar outra
cultura, suas famílias e seus amigos e participar da sua vida cotidiana. Os anfitriões
devem oferecer acomodação por duas noites e, se for conveniente, convidar os
viajantes a compartilhar uma refeição. Os anfitriões Servas representam pessoas
comuns. Os únicos requisitos para juntar-se ao Servas como anfitrião é a vontade de
oferecer hospitalidade aos viajantes de qualquer gênero, raça, cultura, credo,
nacionalidade ou orientação sexual.
Os nomes e endereços dos anfitriões são reunidos em listas separadas por países,
que são colocadas à disposição dos viajantes aprovados. Em janeiro de 2017, foi
lançado o Servas Online, um novo sistema de dados, que facilita ainda mais o contato
entre os membros do Servas do mundo todo.
O Servas é uma organização sem fins lucrativos. Porém, para cobrir despesas com
comunicação, divulgação, fomentar encontros e projetos, cada país tem seus critérios
de cobrança de taxas. No Servas Brasil, é cobrada uma anuidade de R$ 30,00. Ao
ingressar na organização solicitamos o depósito dessa taxa na conta da Tesouraria do
Brasil.
A gestão do Servas é feita por voluntários que dispõem do seu tempo para fazer a
organização funcionar e, assim, poder continuar existindo. Considere, uma vez
membro Servas, poder contribuir voluntariamente em alguma função. Ao participar
ativamente do Servas, você conhecerá melhor como funciona a organização, suas
possibilidades de intercâmbio cultural, e poderá compartilhar experiências de vida,
fazer novas amizades e principalmente promover a paz e a sustentabilidade.


Um resumo da história do Servas

Em 1948 um ativista americano, Bob Lutweiler, e um grupo de amigos encontraram-se
em uma escola na Dinamarca e criaram uma organização chamada Construtores da
Paz (Peacebuilders). A intenção era trabalhar por paz, fazer contato com outros
movimentos pacifistas, e instituir um programa de trabalho-estudo-viagem que
permitria aos jovens “aprender os caminhos da paz”. Para atingir estes objetivos, foi
criada uma rede de pessoas que são como meta e que oferece uma hospitalidade gratuita para pessoas que também compartilham sua maneira de pensar.
Em poucos anos, o movimento havia se enraizado em diversos países. Listas de
pessoas dispostas a abrir suas portas a outros viajando dentro do mesmo sistema, e
as responsabilidades de ambos, anfitriões e viajantes, começaram a ser circuladas.
Comissões de trabalho começaram a ser montadas, e a Grã-Bretanha, Alemanha e
Estados Unidos já tinham um grande número de anfitriões. Em 1952, no primeiro
encontro internacional na Alemanha, decidiu-se a mudança do nome da organização
para Servas, que significa “nós servimos” em esperanto. As Nações Unidas colocou o
Servas na sua relação de organizações não governamentais em 1973.
Desde o seu início, o Servas vem se expandindo e, no momento, inclui mais de cem
países. Cada Servas nacional é autônomo, uma organização voluntária que
estabelece seus próprios critérios para aprovar anfitriões e viajantes, decidir sobre
taxas, formas de gestão e publicar suas próprias listas de membros. Encontros
internacionais são realizados a cada três anos para discutir objetivos e problemas em
comum. À medida que foi crescendo, o Servas tornou-se mais abrangente, mas sem
abandonar seus objetivos de lutar pela paz mundial, criando oportunidades para
pessoas de todas as culturas, raças e experiências de encontrarem-se e dividirem uns
com os outros suas preocupações.
Anfitrião Servas – Host
A hospitalidade oferecida pelo “Portas Abertas” é a pedra fundamental do Servas. Os
anfitriões oferecem hospitalidade aos viajantes previamente aprovados, de qualquer
gênero, raça, credo, nacionalidade ou preferência sexual.
– O anfitrião não se obriga a providenciar transporte para o viajante, embora alguns
possam querer mostrar-lhe pontos de interesse na sua cidade e região.
– O viajante deve apresentar, na chegada, o original da Carta de Apresentação
(Letter of Introduction – LOI), com foto, assinada, dentro do prazo de validade e com
o selo oficial do Servas Internacional. Caso não o faça, o anfitrião deve pedir para
conferi-la.
– O anfitrião deve manter um registro dos nomes e endereços dos viajantes recebidos
e passar essa informação ao coordenador regional para fins de levantamento
estatístico.
– O anfitrião deve explicar as “regras da casa” ao viajante.
– O viajante deve pedir antes de usar o telefone ou wi-fi e pagar por suas ligações.
– O anfitrião deve disponibilizar algum tempo para conversar com o viajante. Se não for
conveniente para um anfitrião receber um viajante, ele deve sentir-se à vontade para
dizer “não”. Neste caso, é possível sugerir nomes de anfitriões alternativos ou contatar
o coordenador regional. Os anfitriões devem procurar sempre responder às
mensagens dos viajantes que lhe solicitam hospedagem, mesmo que a resposta seja
negativa naquele momento.
Anfitrião de Dia – Dia anfitrião
Os anfitriões que não podem proporcionar acomodação, podem querer juntar-se ao
Servas como “anfitriões durante o dia” (Day Hosts). Deverão dispor de tempo para
encontrar o viajante, fornecer informações, servir-lhe de guia, busca-lo quando de sua
chegada, acompanha-lo em sua partida, visitar um local de trabalho ou acompanhá-lo
numa refeição ou simplesmente achar tempo para um bate-papo ou café.

Como tornar-me um anfitrião?
Se você tiver interesse em ingressar no Servas, entre em contato conosco para poder
marcar uma entrevista de orientação. Seu pedido será encaminhado ao coordenador
da sua região, que lhe enviará um cadastro a ser preenchido com informações básicas
sobre seus interesses e possibilidades de hospedagem. Se o entrevistador achar que
você entende e concorda com os princípios do Servas e que tanto você quanto os
viajantes serão beneficiados com a sua participação, você será aceito como membro e
seus dados serão registrados no sistema Servas Online. Para concluir sua filiação ao
Servas Brasil, será necessário pagar o valor referente à taxa de anuidade e acessar o
sistema Servas Online com uma senha pessoal, a ser criada pelo próprio membro.
Você será responsável em manter seus dados atualizados bem como zelar pela
segurança da sua senha pessoal. Qualquer mudança de status (host/day host) ou de
endereço (estado/país) deverá ser comunicada ao coordenador regional.
Viajante Servas
– Um viajante deve ter mais de 18 anos de idade.
– Todos os viajantes devem ser entrevistados para garantir que são responsáveis,
flexíveis, compartilham dos princípios da organização, têm a mente aberta e boas
chances de se tornarem um membro do Servas.
– Para viajar para outros países, o viajante deve portar a carta de apresentação (Letter
of Introduction – LOI), uma espécie de “passaporte do viajante Servas”, que deve ser
preenchida com os seus dados, assinada por um coordenador e conter o selo oficial
do Servas Internacional e uma data de validade em dia.
– A LOI deve ser solicitada ao coordenador regional a quem cabe passar todas as
instruções, bem como enviar o Guia do Viajante Servas com as informações
necessárias.
– O custo da LOI é de R$ 120,00. Duas pessoas necessitam de dois selos, quer sejam
amigos, casal, pai/mãe/filhos. A LOI recebe o selo do Servas Internacional.
– O viajante precisa fazer os próprios contatos e estar ciente de que nem sempre se
conseguem encontros e hospedagem através do Servas.
Lembre-se de que todos os cargos do Servas são ocupados por voluntários, que têm
de achar tempo para esse trabalho extra. Se tiver alguma viagem em mente, você
deve entrar em contato com a equipe com certa antecedência (no mínimo, 4 semanas
antes da sua partida). Isto é para lhe dar tempo de ser entrevistado e contatar os
anfitriões antes da sua viagem.
Atenção: Anfitriões (anfitriões), Anfitriões que não Hospedam (Hosts do Dia) e Viajantes
(Travelers) devem concordar e se comprometer com as regras e princípios do Servas.

Servas na internet:
www.servas.org (Site do Servas Internacional)
www.servasbrasil.org.br (Site do Servas Brasil)
www.servasbrasilis.blogspot.com.br (blog com relatos de viagem / atividades)
E-mail de contato:
brasil@servas.org ou brazil@servas.org

Gestão Servas Brasil 2017

Secretária Nacional: Débora Didonê (BA), Dorly Schutz (SC), Severina Santana (PE)
Comissão de Paz: Alvany Santiago (PE), Vera Mascarenhas (PE), Marcia Roos (MG)

Tesouraria:
Luciléa Oliveira da Silva (PE), Maria do Socorro Aragão (PE)
Coordenação de Listas e Servas Online:
Leonardo Rocha (SP)
Contato Jovem:
Isabela Campos (MG)

Coordenadores:
Ana Fonseca (RS / SC)
Anna Cecília Galvão de França (SP)
Cesar Arruda (MA)
Everton dos Santos (PR)
José Dantas (BA)
Juvenil de Oliveira (MG)
Luciléa Oliveira da Silva (PE / CE / PB / AL)
Paulo Alves (DF / GO / MT)
Yara Silva (RJ)